terça-feira, 27 de setembro de 2011
Quatro milhões de desabrigados na Índia
As inundações no leste da Índia provocaram a morte de 60 pessoas e deixaram quatro milhões de desabrigados, anunciou ontem o ministério para a gestão das catástrofes do estado de Orissa. As regiões costeiras do estado foram particularmente afetadas. De acordo com as equipes de emergência, 150 mil pessoas que moram nas áreas próximas ao mar foram retiradas de suas casas no fim de semana, após a cheia dos rios Brahmani e Baitarani. O governo utiliza helicópteros para distribuir alimentos. Além disso, 250 centros foram criados para distribuir comida e artigos de primeira necessidade.
Morre Nobel da Paz queniana aos 71 anos

NAIROBI - A queniana Wangari Maathai, que lutou em favor do meio ambiente e dos direitos das mulheres, recebendo o reconhecimento internacional e ganhando a simpatia de seus compatriotas, morreu anteontem aos 71 anos por complicações causadas por um câncer. Foi por sua ação nesta área que a militante recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2004.
É com imensa tristeza que a família de Wangari Maathai anuncia sua morte no dia 25 de setembro de 2011 após um longo e corajoso combate contra o câncer”, anunciou o Movimento do Cinturão Verde, de luta contra o desflorestamento, que ela criou em 1977.
Ela foi a primeira mulher africana a receber o Nobel. Sua luta busca promover a biodiversidade, criar empregos para as mulheres e valorizar a imagem feminina na sociedade. O Movimento do Cinturão Verde afirma ter plantado 47 milhões de árvores no continente africano.
Manifestações de respeito e carinho se multiplicaram ontem depois do anúncio da morte de Wangari. Para Achim Steiner, diretor executivo da Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a militante “era uma força da natureza. Enquanto outros usam seu poder e força vital para destruir e degradar o meio ambiente para fazer lucro em pouco tempo, ela utilizou para criar obstáculos, mobilizar as populações e defender a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, afirmou.
O presidente queniano Mwai Kibaki lamentou a perda de um ícone internacional, que deixará um vazio no mundo da proteção do meio ambiente.
O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, disse que Wangari Maathai era uma voz poderosa em favor de um desenvolvimento partilhado e harmonioso que vai deixar saudades no mundo.
Financiamento público
Cálculos da ONG Contas Abertas: o brasileiro pagou R$ 850 milhões pelo guia eleitoral da campanha de 2010, um custo 272% maior que na eleição presidencial de 2006. E a maioria dos partidos ainda defende abertamente o financiamento público das campanhas eleitorais.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Atitude, de Cecília Meireles (1901-1964)

Minha esperança perdeu seu
nome...
Fechei meu sonho, para chamá-
la.
A tristeza transfigurou-me
como um luar que entra numa
sala.
O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um
dourado sino
derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre
espelhos, pensando
nos caminhos que existem
dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá
brotando
atrás das lembranças ardentes
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Salve,Salve!, por Rafaela Galindo
Há exatos dez anos, o mundo assistiu atônito ao atentado contra o World Trade Center, em Nova York, planejado pelo líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden. Coincidentemente, este ano, os americanos comemoraram o sucesso da operação que conseguiu eliminar Bin Laden. No entanto, nas entrelinhas desse assunto ficam inúmeras incógnitas que não será a mídia sensacionalista e imparcial que irá desvendá-las.
Pois, nesse momento, a maioria dos suplementos impressos e televisivos disseca a morte das 3 mil vítimas do atentado, com uma dose bastante norte-americana para quem é brasileiro. Claro que não podemos nos esquecer que no massacre às Torres também morreram brasileiros. Mas, no entanto, não deveríamos nos esquecer também que enquanto norte-americanos respiram “aliviados” a morte do seu inimigo número um, uma boa parte da comunidade islâmica vêm sofrendo preconceitos e sendo perseguida ao redor do mundo.
A mídia vira-lata brasileira esqueceu, por exemplo, de relembrar a população que graças a essa guerra EUA versus Islâmicos, brasileiros pagaram com a vida lá fora, ou quem não se lembra do estudante Jean Charles de Menezes, morto pela polícia, em 2005, após ser confundido com um terrorista árabe dentro de um trem. Na época, a Inglaterra e outros países europeus haviam compartilhado do sonho bélico, louco, operístico e bizarro do então presidente George W.Bush. É! No caso de Jean nada aconteceu, e no ano passado os ingleses julgaram que a Scotland Yard (polícia inglesa) agiu em autodefesa.
O fato é que a mídia trata o assunto do Oriente Médio com bastante imparcialidade, quando na verdade, como formadora de opinião, deveria informar verdadeiramente: começando pelos “porquês”. Por que Osama atacou o WTC e o Pentágono? Seria puramente a ação de um sádico louco? A história começa bem atrás e, infelizmente, não tenho como dissecá-la em um faminto artigo. Antes de tudo, deixo claro que não faço apologia a nenhum tipo de fanatismo, que seja islâmico ou americano.
Segundo Osama Bin Laden, em uma gravação feita alguns anos depois do atentado, o massacre teria ocorrido por causa do apoio norte-americano à Israel ( durante, antes e depois da Guerra Fria). Apoio esse não só político, mas financeiro. A verdade é que, nas entrelinhas da justificação dos EUA a esse apoio, envolve-se muito dinheiro, rios de petróleo e, consequentemente, a garantia da hegemonia econômica estadunidense. Prova disso é a ocupação de soldados norte-americanos no Afeganistão, que segundo os EUA estão lá para evitar maiores confrontos e terrorismo. Ao que parece, essas empreitadas norte-americanas e européias soam mais como pretexto de domínio e fortalecimento da supremacia do que o combate ao terrorismo de fato.
Chega a ser patético um presidente que ganha o prêmio Nobel da Paz no ano em que envia mais 40 mil soldadinhos americanos para o Afeganistão. Isso é prova inconteste da influência estadunidense sob as relações não somente comerciais, mas diplomáticas. Claro que nenhuma guerra é justificável, ambos os lados estão errados. Cabeças rolaram e rolarão ainda mais! O Brasil que se cuide, porque se o pré-sal realmente vingar (a expectativa é que sejam mais de 50 bilhões de barris de petróleo em 2020), os Estados Unidos podem crescer o olho e aí? Adeus a nossa Pátria Amada e Idolatrada. E então só restará o salve, salve!
Pois, nesse momento, a maioria dos suplementos impressos e televisivos disseca a morte das 3 mil vítimas do atentado, com uma dose bastante norte-americana para quem é brasileiro. Claro que não podemos nos esquecer que no massacre às Torres também morreram brasileiros. Mas, no entanto, não deveríamos nos esquecer também que enquanto norte-americanos respiram “aliviados” a morte do seu inimigo número um, uma boa parte da comunidade islâmica vêm sofrendo preconceitos e sendo perseguida ao redor do mundo.
A mídia vira-lata brasileira esqueceu, por exemplo, de relembrar a população que graças a essa guerra EUA versus Islâmicos, brasileiros pagaram com a vida lá fora, ou quem não se lembra do estudante Jean Charles de Menezes, morto pela polícia, em 2005, após ser confundido com um terrorista árabe dentro de um trem. Na época, a Inglaterra e outros países europeus haviam compartilhado do sonho bélico, louco, operístico e bizarro do então presidente George W.Bush. É! No caso de Jean nada aconteceu, e no ano passado os ingleses julgaram que a Scotland Yard (polícia inglesa) agiu em autodefesa.
O fato é que a mídia trata o assunto do Oriente Médio com bastante imparcialidade, quando na verdade, como formadora de opinião, deveria informar verdadeiramente: começando pelos “porquês”. Por que Osama atacou o WTC e o Pentágono? Seria puramente a ação de um sádico louco? A história começa bem atrás e, infelizmente, não tenho como dissecá-la em um faminto artigo. Antes de tudo, deixo claro que não faço apologia a nenhum tipo de fanatismo, que seja islâmico ou americano.
Segundo Osama Bin Laden, em uma gravação feita alguns anos depois do atentado, o massacre teria ocorrido por causa do apoio norte-americano à Israel ( durante, antes e depois da Guerra Fria). Apoio esse não só político, mas financeiro. A verdade é que, nas entrelinhas da justificação dos EUA a esse apoio, envolve-se muito dinheiro, rios de petróleo e, consequentemente, a garantia da hegemonia econômica estadunidense. Prova disso é a ocupação de soldados norte-americanos no Afeganistão, que segundo os EUA estão lá para evitar maiores confrontos e terrorismo. Ao que parece, essas empreitadas norte-americanas e européias soam mais como pretexto de domínio e fortalecimento da supremacia do que o combate ao terrorismo de fato.
Chega a ser patético um presidente que ganha o prêmio Nobel da Paz no ano em que envia mais 40 mil soldadinhos americanos para o Afeganistão. Isso é prova inconteste da influência estadunidense sob as relações não somente comerciais, mas diplomáticas. Claro que nenhuma guerra é justificável, ambos os lados estão errados. Cabeças rolaram e rolarão ainda mais! O Brasil que se cuide, porque se o pré-sal realmente vingar (a expectativa é que sejam mais de 50 bilhões de barris de petróleo em 2020), os Estados Unidos podem crescer o olho e aí? Adeus a nossa Pátria Amada e Idolatrada. E então só restará o salve, salve!
sábado, 3 de setembro de 2011
Minha grande ternura, Manuel Bandeira
Minha grande ternura
Pelos passarinhos mortos;
Pelas pequeninas aranhas.
Minha grande ternura
Pelas mulheres que foram
meninas bonitas
E ficaram mulheres feias;
Pelas mulheres que foram
desejáveis
E deixaram de o ser.
Pelas mulheres que me amaram
E que eu não pude amar.
Minha grande ternura
Pelos poemas que
Não consegui realizar.
Minha grande ternura
Pelas amadas que
Envelheceram sem maldade.
Minha grande ternura
Pelas gotas de orvalho que
São o único enfeite de um
túmulo.
Manuel Bandeira (1886-1968)
Pelos passarinhos mortos;
Pelas pequeninas aranhas.
Minha grande ternura
Pelas mulheres que foram
meninas bonitas
E ficaram mulheres feias;
Pelas mulheres que foram
desejáveis
E deixaram de o ser.
Pelas mulheres que me amaram
E que eu não pude amar.
Minha grande ternura
Pelos poemas que
Não consegui realizar.
Minha grande ternura
Pelas amadas que
Envelheceram sem maldade.
Minha grande ternura
Pelas gotas de orvalho que
São o único enfeite de um
túmulo.
Manuel Bandeira (1886-1968)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Trojan Reggae Rarities Box Set - Vol.3
A Caranguejos Antenados volta com um presente ao amante do reggae raiz: o disco Trojan Reggae Rarities Box Set. Neste artigo comentarei o volume 3, que completa esta trilogia de 50 músicas selecionadas pela gravadora lendária Trojan Records. Com 16 clássicos da música jamaicana, Reggae Rarities 3 é uma miscelânea de estilos harmônicos que formaram o reggae tradicional da região.
Do rocksteady ao dancehall, do dub ao mod reggae, Reggae Rarities resgata e apresenta artistas da era de ouro da música caribenha, contribuindo assim para a difusão das harmonias multiculturais da região, formada por várias matrizes étnicas díspares que colonizaram a área. Desse caldeirão fervente nasceram grandes nomes da música que estão presentes neste disco.
Desde releituras de clássicos da música internacional como Moon River, na voz de Greyhound, e Rose Garden, na voz de Teddy Brown, passando pelas divas da The Marvels, cantando Touch me baby, e Sugar Simone em Rock and Cry, até o roots Junior english em Back to the scene. Pedradas como B.B.C., de Nick Thomas, Check out yourself, do The Cimarons e Rambling man, de Gene Rondo, incrementam este clássico da música mundial.
Com o objetivo de difundir e fomentar a cultura jamaicana ao redor do planeta, a Trojan Records já lançou mais de 50 coletâneas de músicos esquecidos pela indústria elitista e conservadora, que deixa na penumbra grandes artistas e acaba por criar lacunas terríveis na história desta magnífica expressão artística, alimentando uma engrenagem cheia de regras cujo único interesse da gravação e divulgação das artes é o lucro obtido, mesmo que esse venha em detrimento da qualidade e profissionalismo.
Músicas:
01.Keep on trying – Tony Nash
02.Moon river – Nicky Thomas
03.B.B.C – Teddy Brown
04.Rose garden – Dave Barker
05.Shacatac – Dave Barker
06.Little today, little tomorrow – Winston Francis
07.Check out yourself – The Cimarons
08.You can’t buy my love – Donna Dawson
09.Just because – Danny Ray
10.Back on the scene – Junior English
11.Touch me baby – The Marvels
12.How could you do this – Dansak & Nora Dean
13.Ramblin’ man – Gene Rondo
14.I’ll be free someday – Candy Lewis
15.You are mine - Honeyboy
16.Reggae man – Teddy Davis
Site onde o download do disco está disponível:
http://casaraodoreggae.blogspot.com/2010/04/trojan-reggae-rarities-box-set.html
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