sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fundação de Cultura abre inscrições para o 1º Seminário do Cangaço

A Fundação de Cultura Cidade do Recife abre as inscrições para o 1º Seminário do Cangaço do Recife, nesta segunda-feira (03) até o dia 21 de outubro. Os interessados devem ir a sede da Gerência, localizada na sala 22, 6° andar do edifício-sede da Prefeitura do Recife, Bairro do Recife, para efetuar a inscrição. Serão oferecidas 150 vagas.

O 1º Seminário do Cangaço do Recife vai acontecer nos dias 25 e 26 de outubro, na Livraria Cultura e contará com as presenças de Expedita e Vera Ferreira, respectivamente filha e neta de Lampião e Maria Bonita. Serão abordados temas como, a presença da mulher no cangaço; o cangaço e a literatura; a estética do cangaço; história e memória do cangaço; entre outros.

Oficina de grafitagem leva arte dos jovens de Santo Amaro às ruas

A Prefeitura do Recife inicia, na tarde desta quinta-feira (29), às 14h, no Centro da Juventude de Santo Amaro, localizado na Avenida Norte, 869, mais uma atividade do projeto Inserção Multicultural da Linguagem das Artes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Cerca de 20 jovens com idades entre 16 e 29 anos participam de uma ação de grafitagem no viaduto Presidente Médici, na avenida Norte.

O trabalho faz parte da oficina do projeto e será inspirada nos seis eixos do Plano Nacional dos Direito Humanos. O término da grafitagem está previsto para o dia 14 de outubro. A coordenadora do projeto, Maria de Fátima, afirma que esta é uma grande oportunidade de inserção social e transformação de vida. “Esses jovens estão tendo oportunidade de aprender e se descobrir, através da arte”.

Histórias de casarões do bairro da Madalena serão detalhadas em passeio gratuito

A história do bairro da Madalena e as pontes do subúrbio serão o tema do próximo roteiro do programa ′Conheça o Recife`, que será realizado neste sábado (1º), com saída marcada para às 14h da Praça do Arsenal. O passeio vai contemplar os casarões da Rua Benfica, residência dos barões do açúcar do século XIX, e visitará o Mercado da Madalena, que já foi conhecido como mercado do Bacurau, por funcionar no período noturno.

Também fazem parte do roteiro, as Pontes Joaquim Cardoso, Joana Bezerra, Gregório Bezerra, Estácio Coimbra, Lima de Castro, Professor Morais Rego, conhecida como Capunga, da Torre e Torre Parnamirim. O passeio também contemplará o Museu da Abolição, conhecido como sobrado da Madalena.

Na Rua Benfica, serão destacados o batalhão Mathias de Albuquerque, um dos mais antigos do Brasil, a Pensão Lady, prédio em estilo árabe onde pessoas famosas se hospedavam, sala Baltazar da Câmara, que fica no Centro Cultural Benfica, e a Praça Euclides da Cunha, projeto de Burle Marx que abriga uma escultura de Abelardo da Hora intitulada “O Sertanejo”.

O `Conheça o Recife` é realizado pela prefeitura do Recife e é gratuito. No entanto, os interessados devem se inscrever através do telefone 3355-8847 e no dia do passeio levar um pacote de leite para ser doado ao Núcleo de Apoio aos Idosos.

Rir ajuda a enfrentar a dor, diz estudo

Compartilhar uma sonora gargalhada com amigos pode ajudar a amenizar a dor, graças a uma série de substâncias químicas similares aos opiáceos que invadem o cérebro quando se dá uma risada, revelou um estudo britânico publicado no periódico Proceedings of the Royal Society B, da Academia de Ciências da Grã-Bretanha.

Nos experimentos feitos em laboratórios, os voluntários assistiam ora a clipes de comédia das séries Mr. Bean ou Friends, ora a trechos de programas não humorísticos, como uma partida de golfe ou programas sobre a vida selvagem. Enquanto isso, a resistência à dor dos participantes era monitorada pelos cientistas britânicos.

Em outro teste, realizado no Festival Fringe, de Edimburgo — evento anual que inclui apresentações de comédia, dança, teatro e música —, voluntários assistiram alternadamente a um número de comédia stand-up e a um drama teatral. Em condições de laboratório, a dor foi provocada por gelo em contato com o braço dos voluntários e por um medidor de pressão que comprimiu o punho até o limite do suportável.


No Festival Fringe, pediu-se aos voluntários que se inclinassem contra um muro com as pernas em ângulo reto, como se fossem se sentar em uma cadeira de encosto reto, antes e imediatamente depois do show para ver se o riso havia ajudado a reduzir a dor. De acordo com o estudo, apenas 15 minutos de risadas aumentaram o nível de tolerância à dor em cerca de 10%.

Nas experiências laboratoriais, a programação não humorística na televisão não demonstrou ter qualquer efeito de aliviar a dor, mesmo resultado (ou falta de) obtido ao se assistir a uma peça dramática no festival em Edimburgo.

O que funciona O estudo demonstrou, no entanto, duas importantes distinções. O único riso que funcionou foi aquele relaxado, não forçado, que faz os olhos apertarem, ao contrário do riso nervoso ou polido. Esse tipo de riso é muito mais provável de acontecer quando se está na companhia de outras pessoas do que sozinho. “Poucas pesquisas têm sido feitas sobre por que rimos e qual o papel do riso na sociedade”, afirmou o diretor do Instituto de Antropologia Social e Cultural da Universidade de Oxford, Robin Dunbar. “Usando microfones, conseguimos gravar cada um dos participantes e descobrimos que em um show cômico eles riram por cerca de um terço do tempo e sua tolerância à dor aumentou como consequência”, acrescentou.

Essa proteção derivou-se, aparentemente, da endorfina, uma substância química complexa que ajuda a transmitir mensagens entre os neurônios, mas também atenua os sinais de dor física e estresse psicológico. As endorfinas são um produto famoso dos exercícios físicos. Elas ajudam a gerar o bem-estar que se segue à prática de atividades como corrida, natação, remo, ioga etc.

No caso do riso, os cientistas acreditam que a liberação da substância ocorra devido a um esforço muscular repetido e involuntário que se dá quando a expiração não é seguida da tomada de fôlego. Exalar deixa as pessoas exaustas e, consequentemente, leva à liberação das endorfinas.

Depois do feijão transgênico, arroz híbrido do Brasil ganha impulso

Depois do feijão transgênico, cuja comercialização foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança no último dia 15, o arroz híbrido brasileiro ganhou um impulso. A Bayer CropScience anunciou nesta quarta-feira a compra dos direitos exclusivos de licença do programa de melhoramento Fazenda Ana Paula, especializada no desenvolvimento deste arroz. A empresa não divulgou os valores do acordo.

"O segmento de arroz híbrido desempenhará um papel importante no que diz respeito ao atendimento da crescente demanda global por produção de arroz de aproximadamente metade da população do mundo. Já temos a liderança mundial em sementes de arroz híbrido com o Arize® e pretendemos aumentar ainda mais os nossos híbridos – com genética superior e uma operação de sementes híbridas de primeira classe", disse Mathias Kremer, head global da unidade de negócios de BioScience da Bayer CropScience, em nota divulgada pela empresa.

Plantas transgênicas são diferentes de híbridas. O engenheiro agrônomo Marcelo Gravina, professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e conselheiro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), explica que a transgênica recebe material genético de espécies diferentes.

"A planta híbrida é aquela que resulta do cruzamento entre indivíduos pertencentes a duas linhas puras fenotipicamente (características físicas determinadas pelos genes e pelas condições ambientais) diferentes. Esse cruzamento pode ser por fecundação natural pelo vento ou por insetos ou ainda ela intervenção do homem através de fertilização artificial. Uma planta transgênica ou geneticamente modificada é uma aquela que contém um gene que foi inserido através da transformação genética, ao invés de adquirido naturalmente por polinização. O gene inserido, conhecido como "transgene", pode vir de outra planta ou mesmo de outra espécie completamente diferente", disse Gravina.

Os invisíveis na Bienal do Livro

Amanhã, sexta-feira, às 18 horas, no Círculo das Ideias (Bienal do Livro de Pernambuco), o escritor Luiz Ruffato conversa comigo sobre um tema bem instigante: "Os Invisíveis – A Prosa Proletária na Literatura Brasileira". Não se trata de panfletarismo, mas da constatação de que a arraia miúda (operários, trabalhadores urbanos, pequenos funcionários, biscateiros, manicures, motobóis etc etc) são não apenas socialmente invisíveis (como diria Bandeira, gente que não deixa o nome numa lápide), mas também literariamente. E eu me pergunto: que literatura é esta indiferente à maioria esmagadora de nossa gente? Onde estão nossos Charles Dickens, nossos Balzac, nossos Dostoiévski, nossos Zola? Eles existem, claro, de Lima Barreto a Gilvan Lemos, passando por Pagu, Dyonélio Machado, Roniwalter Jatobá e mais outros, mas são poucos. Entre eles, o próprio Ruffato – um dos escritores contemporâneos que mais admiro, não apenas pela qualidade estética de sua obra (de linguagem inovadora e experimental), mas por dar voz aos anônimos e invisíveis. Ruffato consegue uma bela simbiose forma-conteúdo, ao mesmo tempo em que nos comove com o grande painel que sua literatura faz da gente comum, sem paternalismos, demagogias ou concessões. A vida, como ela é, pulsa na obra de Ruffato e isso não é pouca coisa.

A obra de Ruffato compõe-se das coletâneas de contos Histórias de Remorsos e Rancores (1998) e Os Sobreviventes (2000), e dos romances Eles Eram Muito Cavalos (2001), ganhador dos prêmios APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte e Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional e editado na Itália, França e Portugal; e da série O Inferno Provisório (verdadeira saga nacional), com os títulos Mamma, Son Tanto Felice, O Mundo Inimigo , Vista Parcial da Noite e O livro das Impossibilidades, a ser concluída este ano com o último título, além do delicioso Estive em Lisboa e Lembrei de Você (2009), da coleção Amores Expressos da Companhia das Letras.

Então, quem gosta de boa literatura e professa que tudo que é humano lhe interessa sinta-se convidado.

Lula doa prêmio de US$ 100 mil a país africano



Ao receber nesta quinta-feira (29) o prêmio Lech Walesa, na Polônia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que decidiu doar os US$ 100 mil a um país africano. O país que receberá o valor será escolhido pelos diretores do Instituto Lula e pelos membros da fundação criada por Walesa. Lula também se encontrou em Gdansk com o sindicalista e ex-presidente polonês.

Walesa, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, lembrou que quando conheceu Lula, em 1980, acreditou que estavam em caminhos diferentes. "Deixamos o comunismo e o senhor queria introduzir o socialismo. Parecia que estávamos em caminhos opostos, pois parecia não haver terceira via", comentou. "O senhor não tinha razão há 30 anos, mas hoje mostrou que tinha razão."

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse que Lula e Walesa fizeram mudanças radicais sem promover o caos em seus países. Para Tusk, os dois líderes promoveram o crescimento econômico e o bem-estar para as populações.

O prêmio Lech Walesa foi criado em 2008 pela fundação do ex-presidente polonês para reconhecer personalidades destacadas por seu apoio à liberdade, democracia e cooperação internacional. A fundação informou em nota que Lula foi escolhido "em reconhecimento por seus esforços para conseguir uma cooperação pacífica e a compreensão entre as nações, especialmente para reforçar o papel dos países em desenvolvimento no mundo dos negócios, e por sua contribuição para reduzir a desigualdade social".